Fórum de Recursos Humanos no Setor de Oil & Gas
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Nota de Imprensa
Fórum de Recursos Humanos no Setor de Oil & Gas – Luanda, Agosto 2026
No dia 20 de agosto de 2026, das 14h00 às 19h00, o Hotel Diamante em Luanda acolheu o Fórum de Recursos Humanos no setor de Oil & Gas, um encontro que reuniu especialistas, jovens profissionais e representantes da indústria petrolífera. O evento foi acompanhado por momentos culturais e contou com a cobertura da jornalista cidadã e engenheira geóloga de petróleo e gás, Sofonie Dala.
Recepção e Abertura
13h00 – 13h30: Recepção e credenciamento dos convidados.
14h00: Entrada dos oradores e abertura oficial, seguida de um momento cultural.
Painel I (14h25 – 15h30)
Dr. Garcia Antônio: Perfis profissionais mais procurados na indústria.
Dra. Celma Vicente: Como alinhar a formação acadêmica às exigências reais do mercado petrolífero.
Dra. Loide Micongo: Competências técnicas exigidas no setor petrolífero.
Painel II (15h30 – 16h20)
Dra. Josina Sango: Crescimento profissional.
Dr. Walter Mata: Logística offshore e normas internacionais: desafios, competências e oportunidades.
Dr. Salvador Pequenino: Desafios de inserção dos jovens no mercado petrolífero.
Painel III (16h20 – 17h10)
Dra. Isabel Fonseca: Liderança e desenvolvimento de carreira.
Dr. Tiago Tavares: Plano de carreira na indústria petrolífera.
Dr. Albano Zau: Liderança em tempos de transformação no setor energético.
Encerramento
O fórum encerrou às 19h00 com momentos culturais, síntese e considerações finais.
Pacote de participação geral: 20.000 Kz.
Pacote VIP: 45.000 Kz, incluindo coffee break e networking.
Observações Críticas
Apesar da relevância dos temas abordados, muitos participantes — sobretudo jovens em busca do primeiro emprego no setor — manifestaram frustração com os custos elevados e a percepção de exclusão. Houve críticas à falta de oportunidades reais e ao peso da corrupção e favoritismo que ainda marcam o mercado petrolífero angolano.
Um episódio marcante foi a pergunta de uma das oradoras aos jovens presentes: “Por que querem trabalhar no setor petrolífero?”. Muitos consideraram a questão desrespeitosa, comparando-a a perguntar “por que os angolanos vivem em Angola”. A reação expôs o sentimento de que o setor continua reservado a um pequeno grupo de privilegiados, deixando de fora cidadãos formados e qualificados que enfrentam barreiras injustas para ingressar na indústria.
Quem não pagou os 45 mil Kz do pacote VIP passou a tarde inteira com fome e sede, sem direito sequer a uma garrafa de água de 100 Kz. As águas eram exibidas diante dos participantes mais pobres e entregues apenas aos poucos que tinham adquirido o pacote exclusivo. Na prática, muitos jovens acabaram por pagar para assistir a palestras que deveriam ser acessíveis gratuitamente a todos.
Houve ainda a presença de algumas miniempresas emergentes, supostamente interessadas em recrutar profissionais nas áreas de mecânica e eletricidade. Contudo, pairou a dúvida entre os participantes se tais iniciativas eram genuínas oportunidades de emprego ou apenas ações de marketing disfarçadas.
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